Academia Linense de Letras


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Cadeira 26: O Legado de Quintana na Literatura Linense

Escrito por: Cinthya Nunes Vieira da Silva
Publicado: 26 de março de 2026

Ocupar a Cadeira n. 26 da Academia Linense de Letras não é, para mim, um exercício de vaidade, mas um compromisso de escuta. Desde a fundação desta Casa, quando escolhi a responsabilidade de honrar o legado de Mario Quintana, compreendi que a imortalidade acadêmica nada tem a ver com o mármore frio das estátuas, mas com a permanência do afeto através da palavra.

Como cronista há vinte e cinco anos, habituei-me a buscar o extraordinário no comum. E é exatamente aí que encontro Quintana. Meu patrono foi o poeta das "coisas simples", aquele que nos ensinou que "o passado não volta, e o que voltou de fato é o presente que se esqueceu de ir embora". Gaúcho de Alegrete, que fez dos quartos de hotel em Porto Alegre seu castelo de observação, Quintana viveu a literatura como quem respira: sem alarde, mas com absoluta necessidade.

Curiosamente, o homem que escolhi como patrono da cadeira 26 da Academia de Letras Linense, nunca foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Após três tentativas infrutíferas, ele nos presenteou com a maior lição de elegância literária ao escrever o "Poeminho do Contra": “Todos esses que estão aí / Atravancando meu caminho, / Eles passarão... / Eu passarinho!”. Essa essência "passarinha", que voa sobre as burocracias do mundo para pousar no coração do leitor, é o que tento imprimir em cada linha que publico nas minhas crônicas semanais.

Fazer parte de uma Academia de Letras, especialmente em nossa querida Lins, é manter acesa a fogueira da resistência cultural. Em um tempo de conexões efêmeras e textos de leitura enviesada, a Academia se ergue como um espaço de salvaguarda. É aqui que a memória da cidade se encontra com a universalidade da literatura, com a importância das letras, da educação por meio da cultura.

Os integrantes da ALL, assim, desempenham o papel de zelar pelo idioma,mas não como uma estrutura rígida e sim como um organismo vivo que traduz a identidade da língua portuguesa. Da mesma forma, os confrades e confreiras devem fomentar o diálogo, unindo gerações de escritores e leitores em torno do livro e da troca de saberes. Honrar a tradição, lembrando de que, antes de nós, vozes como a de Quintana e tantos outros, abriram caminhos para que hoje pudéssemos valorizar os espaços de leitura, é, talvez, uma das grandes missões de cada integrante desta Caso do Saber.

Ao olhar para a cadeira n. 26, sinto que a crônica e a poesia se dão as mãos. Quintana dizia que "a arte de viver é simplesmente a arte de conviver". Integrar esta Academia é, acima de tudo, celebrar essa convivência entre o ontem e o hoje, entre o patrono e a acadêmica, garantindo que a literatura continue sendo o espelho onde nossa cidade se reconhece e se orgulha. Afinal, se a vida é um dever que trouxemos para fazer em casa, escrever — seja no jornal ou no silêncio da farda acadêmica — é a nossa forma mais bonita de não deixar o tempo passar em vão.

Cinthya Nunes Vieira da Silva é jornalista, advogada, professora universitária e ocupa a cadeira 26 da ALL, cujo patrono é o poeta Mario Quintana.

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As Reflexões Sobre o Papel de Lins na Formação da ALL

Escrito por: Adilson Carlos Furlan Silvestrim
Publicado: 26 de março de 2026

Através de seus patronos e membros fundadores, que revelam que a cidade não foi apenas um cenário geográfico, mas um útero intelectual e um laboratório de civilidade. No início do século XX, Lins emergiu como um polo de convergência ferroviária e econômica, mas foi a "vontade de cultura" de sua gente que a transformou em uma "Atenas do Noroeste".
Como o solo linense moldou essas mentes imortais?

1. Lins como Encruzilhada de Saberes (O Papel do IAL e das Escolas)

Maior ponderação sobre a formação desses pensadores reside na excelência educacional precoce da cidade. Instituições como o Instituto Americano de Lins (IAL) e as primeiras escolas públicas e particulares não apenas alfabetizaram, mas forjaram o caráter crítico de figuras como Adolfo Lemes Gilioli, Bruno Sammarco, Altamiro Ghersel Ribeiro, José Gonçalves Salvador, Fumia Hammam entre outros. Lins ofereceu a esses jovens o acesso ao que havia de mais moderno na pedagogia da época, permitindo que filhos de alfaiates, comerciantes e agricultores pudessem dialogar de igual para igual com a elite intelectual da capital. A cidade foi o "ponto de ignição" que transformou o potencial individual em autoridade acadêmica.

2. A "Escrita da Memória" na Vida Cotidiana

Considera-se que Lins proporcionou a esses ícones munícipes um sentimento de pertencimento e urgência documental. Ao caminharem por calçadas que ainda estavam sendo traçadas, os fundadores da ALL sentiram a responsabilidade jurídica e poética de registrar aquele nascimento. Lins ofereceu o "objeto de estudo": sua própria história em construção. Isso explica por que alguns acadêmicos se dedicaram a escrever as memórias da região (Promissão, Guaiçara, Avanhandava e Getulina), entendendo que a Segurança Jurídica da cidade dependia da preservação de suas raízes.

3. O Estímulo ao Pluralismo

A cidade de Lins, em sua fase áurea, foi um ambiente de simbiose entre a técnica e a arte. O papel da cidade foi o de incentivar a polivalência aos munícipes: o advogado e o professor que também eram historiadores; o fotógrafo que era escultor e artista plástico; o maestro que era pedreiro; o locutor que era animador, redator e pesquisador; o padre que era construtor; o comerciante bem-sucedido que era assistente social. Lins não exigia a especialização que isola, mas a erudição que une. Essa "atmosfera linense" permitiu que os patronos inspirassem os fundadores a criar uma Academia que não fosse um "clube de letras" fechado, mas um espelho da sociedade, onde a pintura, a escultura e as leis coabitassem sob a mesma "Ideologia de Bem-Estar".

4. Lins como "Morrer para Existir"

A reflexão final é de que Lins ofereceu a esses homens a chance da imortalidade cívica. Ao darem nomes às ruas, fundarem jornais e criarem a Academia, eles sabiam que a cidade seria o seu monumento definitivo. Lins foi o solo onde eles plantaram o nome para colher a história. Hoje, os patronos "existem" porque Lins, como instituição urbana, guardou seus rastros nas calçadas e nos arquivos que o Memorial da ALL agora organiza.

Adilson Carlos Furlan Silvestrim,
Patrono: Fernando Pessoa – Cadeira Nº40.

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Artigo 4

Escrito por: Webmaster
Publicado: 22 de julho de 2025

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Artigo 3

Escrito por: Webmaster
Publicado: 22 de julho de 2025

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